6ª Travessia das 7 Quedas aberta ao público, típica aventura onde abrimos vagas para geral, divulgamos nos nossos canais e sempre aparecem umas aventureiras e aventureiros para percorrer os 23 quilômetros desta bela travessia.
Grupo formado e todos bem informados sobre o trajeto, altimetria, pontos de paradas oficiais, o que levar, o que não levar, o tal do peso da mochila, a tal da curiosidade e questionamentos que são fundamentais para uma boa caminhada, ‘
tudo muito bem alinhado’...
Adentramos num sabadão de sol no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, típica época da seca, porém um glorioso vento que não é normal para esta época ainda soprava para o nosso alívio.
Sentamos pé na bota, fomos vencendo cada quilômetro de trilha, realizando as paradas oficias e até umas extras para a galera resfriar o motor, até porque depois que saímos das sombras raras que antecedem as Cariocas, o vento parou e o calor apertou, logo antes das
Subidas dos Morrotes.
Chegamos na Travessia das Fiandeiras, ponto obrigatório de parada demorada, onde um mergulho naquela refrescante água do Rio Preto é o prêmio desta primeira etapa, pausa também para um lanche com mais fartura e um último banho para aliviar o calorão da subida do
Chapadão. Saindo da margem do rio até umas nuvens apareceram, fazendo breves sombras e que hora vez passada um vento que era agradecido mentalmente.
A toada foi boa e lá no
Sombreiro do Leprechaun uma paradinha pós subida do
Chapadão, lugar que sempre o sol é sentido mais forte. Voltamos para a trilha, breve paradinha na bifurcação para a Capela para o grupo se juntar, segue firme, vencemos a subira do
Muro de Gondor e este último trajeto é a
Tal da Miragem, parece que o camping está logo ali, mas não.
Um zig e zag pela parte rochosa faz parecer que a área de camping também anda, ou melhor, foge de você. Passando os
Argonautas o camping agora sim está bem perto e logo já começa escutar o som do Rio Preto e das 7 Quedas.
A sina das 7 Quedas tem um rito de chegada, que é montar barraca e já ir tomar um banho.
Depois você se preocupa em preparar o rango, aproveitar até a última luz do dia e depois dormir escutando as águas e o vento.
As 7 Quedas merece destaque pela diversidade de pontos para banho, vale muito a pena explorar a área tanto para cima como um pouco abaixo da área das quedas.
No outro dia sem querer todo mundo acorda cedo e para fugir do sol forte o desmonte da barraca é um dos primeiros atos.
Banho nas 7 Quedas, enche os reservatórios de água e vamos pra trilha, a última pernada.
Trecho que muitos dizem ser o pior, mas aqui não tem nada de pior, pode chamar de mais puxado por conta das subidinhas escalantes, aquelas que o joelho faz um esforço maior.
Nada que alabasse o grupo e ligeiro chegamos na casa dos guardas, breve pausa e partimos para a parte final e o deslumbre do visual. Adiante o rumo, no lado esquerdo o Jardim de Maytrea, lá longe o Morro da Baleia, Peito de Moça e o Buracão. Nesta parte alta o vento soprava com rajadas de alívio e até empurrava a galera até o final.
O resgate é sempre um momento que cada participante dá uma expressada, são vários insights, tem o alívio de não ter que andar mais, o banco da Van até se transforma numa poltrona, o ar condicionado chega a encantar e todo este rolê só acabou mesmo foi lá no Rancho do Waldomiro, aquela pratada de responsa...
Nosso agradecimento de coração para quem encarou este desafio chamado 7 Quedas.
Voltar sempre é bom, os ensinamentos das vezes passadas certamente lhe tornará uma nova pessoa para a próxima 7 Quedas.
Vamos nessa que o caminho é longo e o sol sempre aperta...
Abração, Flávio e Carolzinha.
Relato: Flávio Martins Santos
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