Travessia das 7 Quedas Nº6


 Região: PN da Chapada dos Veadeiros - GO
 Data: 06/09/2025


6ª Travessia das 7 Quedas aberta ao público, típica aventura onde abrimos vagas para geral, divulgamos nos nossos canais e sempre aparecem umas aventureiras e aventureiros para percorrer os 23 quilômetros desta bela travessia.

Grupo formado e todos bem informados sobre o trajeto, altimetria, pontos de paradas oficiais, o que levar, o que não levar, o tal do peso da mochila, a tal da curiosidade e questionamentos que são fundamentais para uma boa caminhada, ‘tudo muito bem alinhado’...
Adentramos num sabadão de sol no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, típica época da seca, porém um glorioso vento que não é normal para esta época ainda soprava para o nosso alívio.
Sentamos pé na bota, fomos vencendo cada quilômetro de trilha, realizando as paradas oficias e até umas extras para a galera resfriar o motor, até porque depois que saímos das sombras raras que antecedem as Cariocas, o vento parou e o calor apertou, logo antes das Subidas dos Morrotes.
Chegamos na Travessia das Fiandeiras, ponto obrigatório de parada demorada, onde um mergulho naquela refrescante água do Rio Preto é o prêmio desta primeira etapa, pausa também para um lanche com mais fartura e um último banho para aliviar o calorão da subida do Chapadão. Saindo da margem do rio até umas nuvens apareceram, fazendo breves sombras e que hora vez passada um vento que era agradecido mentalmente.
A toada foi boa e lá no Sombreiro do Leprechaun uma paradinha pós subida do Chapadão, lugar que sempre o sol é sentido mais forte. Voltamos para a trilha, breve paradinha na bifurcação para a Capela para o grupo se juntar, segue firme, vencemos a subira do Muro de Gondor e este último trajeto é a Tal da Miragem, parece que o camping está logo ali, mas não.
Um zig e zag pela parte rochosa faz parecer que a área de camping também anda, ou melhor, foge de você. Passando os Argonautas o camping agora sim está bem perto e logo já começa escutar o som do Rio Preto e das 7 Quedas.
A sina das 7 Quedas tem um rito de chegada, que é montar barraca e já ir tomar um banho.
Depois você se preocupa em preparar o rango, aproveitar até a última luz do dia e depois dormir escutando as águas e o vento.

As 7 Quedas merece destaque pela diversidade de pontos para banho, vale muito a pena explorar a área tanto para cima como um pouco abaixo da área das quedas.

No outro dia sem querer todo mundo acorda cedo e para fugir do sol forte o desmonte da barraca é um dos primeiros atos.
Banho nas 7 Quedas, enche os reservatórios de água e vamos pra trilha, a última pernada.
Trecho que muitos dizem ser o pior, mas aqui não tem nada de pior, pode chamar de mais puxado por conta das subidinhas escalantes, aquelas que o joelho faz um esforço maior.
Nada que alabasse o grupo e ligeiro chegamos na casa dos guardas, breve pausa e partimos para a parte final e o deslumbre do visual. Adiante o rumo, no lado esquerdo o Jardim de Maytrea, lá longe o Morro da Baleia, Peito de Moça e o Buracão. Nesta parte alta o vento soprava com rajadas de alívio e até empurrava a galera até o final.
O resgate é sempre um momento que cada participante dá uma expressada, são vários insights, tem o alívio de não ter que andar mais, o banco da Van até se transforma numa poltrona, o ar condicionado chega a encantar e todo este rolê só acabou mesmo foi lá no Rancho do Waldomiro, aquela pratada de responsa...

Nosso agradecimento de coração para quem encarou este desafio chamado 7 Quedas.

Voltar sempre é bom, os ensinamentos das vezes passadas certamente lhe tornará uma nova pessoa para a próxima 7 Quedas.

Vamos nessa que o caminho é longo e o sol sempre aperta...
Abração, Flávio e Carolzinha.

Relato: Flávio Martins Santos


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