16K TABOQUINHA

Região: Fazenda Taboquinha [DF] | Relato: Flávio Martins - 17/02/13

Fugindo da mesmice das corridas no asfalto que acontecem quase todos os finais de semana, uma corrida de “Cross country” serve muito bem como marco em seu treinamento, ainda mais sendo no inicio do ano. Passando alguns dias do primeiro anuncio da Ultra Trail da Taboquinha, a organização da prova colocou outro anuncio onde era possível ver o caminho que seria realizado no dia da prova. Comesta imagem gerei um arquivo para o GPS e analisei juntamente com a imagem de satélite, vendo assim a altimetria, declives, terrenos, e tendo uma visão melhor de como seria a prova. Com 1 mês e 15 dias de retorno aos treinos apenas em circuitos no asfalto, a ideia da prova ser 100% off road colocaria meu treinamento para ser testado. Feita a inscrição e com 21 dias até a prova, alterei o plano de treinos e coloquei como prioritário um treino no local da prova.
Convidei meu amigo Miguel para ir realizar o treino, e em um domingo anterior a corrida fomos fazer o trajeto, porém nenhum dos dois havia levado o “tracklog” do percurso e desta forma realizamos um percurso montado com base nas informações que levantamos trabalhando com o mapa. O céu meio nublado, clima bom para uma corrida partimos observando algumas marcações colocadas pelo pessoal da organização da corrida, e logo paramos em uma bifurcação sem marca alguma e optamos de pegar um morro intermediário ao conhecido como dromedário. Esta bifurcação nos levou para o alto do dromedário pegando uma subida longa mais não é a íngreme que a galera dos 4x4 e motos ficam brincando. Do alto deste morro montamos um trajeto e este foi realizado pegando até o final da Taboquinha na porteira do alto do morro da subida vermelha. Voltando pela baixada do riacho e retornando subindo até a entrada da fazenda. Sem o “tracklog” realizamos um trajeto que não ficou igual ao do dia da prova, mas foi de grande valia.

  

DIA DA CORRIDA
O céu estava limpo e era certo que o sol iria castigar. Com a largada para as 9 da manhã o plano de alimentação seguiu certo, assim como muita hidratação antes da prova. Se tratando de hidratação carregando uma pequena mochila de hidratação munida com barras de cereais e gel energético garantindo um alivio psicológico. A tão esperada largada atrasou, mas mesmo assim o pelotão disparou pelo terreno de cascalho, que logo virou areia de rio e todos juntos realizaram a primeira travessia ainda emparelhados, e esta parelha já foi quebrada logo após o riacho na subida que segue em direção aos temidos morros que pegamos no treino. Quando chegamos naquela velha bifurcação que ficamos em duvida no domingo anterior, a prova pegou o caminho que evitava o dromedário e seus morrinhos sinistros. Surpresa boa e as passadas aumentam cortando uma baixada rumo a uma casa abandonada.
Descemos rumo ao riacho fazendo o mesmo caminho que percorremos no treino e logo após o riacho já tinha um plano, pois depois de um bom trecho de mata de galeria tinha uma longa subida que era finalizada de forma hard. Dito e feito! Aquela trilha com sombra depois do riacho era um convite para aumentar o ritmo, muitos passarem em ritmo forte, e eu aproveitando a sombra colocando muito oxigênio, pois a subida castigada pelo sol mês fez reencontrar boa parte dos corredores que sentarem a bota depois do riacho. Saímos na estrada da entrada da fazenda, e pegamos a parte que passa pela lagoa da porteira, atravessando novamente a estrada da fazenda e contornando a plantação e rumamos ao curral que depois da curva já era possível ver a linha de chegada. Foram 16Km em 1:45m de trilha com muita subida, algumas onde a técnica cabritar é a melhor forma de subir os morros, e sem sombra dúvida, se correr é bom, correr em trilha é melhor ainda!

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