GUARAMIRANGA

Região: Guaramiranga [CE] | Relato: Flávio Martins - 12/08/11

Quando chegamos ao estado do Ceará traçamos o plano de irmos conhecendo primeiramente algumas praias e depois lugares pelo interior do estado. Durante este tempo escutamos muito sobre o maciço de Baturité, mais precisamente sobre Guaramiranga. Partimos então para esta cidade com os propósitos de conhecer a região, curtir uma cachoeira, conhecer a estrutura de camping e sentir o clima da serra.

CAMPING
Chegamos por volta das 16 horas na cidade e tivemos logo que encontrar o camping, pois no Ceará as 17h o sol já esta quase se pondo, e montar acampamento no escuro não é uma boa idéia. Em uma rápida volta pelo camping para escolher o melhor local para a montagem da barraca aproveitamos para conhecer sua estrutura e percebemos que o camping é bem gramado, possui boas sombras, paisagismo bem montado com varias espécies de plantas, sem contar que possui dois pequenos riachos, uma mata preservada ao fundo trazendo muitas espécies de pássaros. A parte de banheiros é de aspecto rústico, porém grande, com cabines individuais e água fria. Para tomar banho quente paga-se uma pequena taxa.

10ºC NA MADRUGA
A noite chegou e com ela um frio até desconhecido, pois além da umidade alta, as nuvens estavam baixas fazendo um belo nevoeiro. Decidimos ir para a cidade, dar uma caminhada, jantar e conhecê-la um pouco. Nesta busca a algum local para jantar percebemos que a cidade quase não funciona de segunda a quinta. No retorno para o camping nos deparamos com um termômetro marcando doze graus, realmente estava fazendo frio, e no camping por ficar situado em uma baixada rodeado de água e muito verde, constatamos no termômetro que batia os dez graus, mas tivemos uma boa noite.


CACHOEIRAS
Acordamos com a alvorada e a diversidade de canto de pássaros, partimos logo para tomar café da manhã servido na pracinha, e o sol veio despontando forte. Então decidimos ir para as cachoeiras. Optamos em conhecer logo as cachoeiras no complexo chamado de Parque das Cachoeiras, que fica ao lado direito de quem desce a serra sentido Baturité, existe uma placa na entrada. O acesso é fácil, são três quedas, sendo que a primeira possui um poço e queda maior, mais acima é uma cachoeira mais reservada com um poço pequeno, porém um local onde existem boas pedras para ficar curtindo o visual. Existe também outra cachoeira descendo ainda mais o riacho, ficando ao lado direito de quem entra no complexo. A água nessa época fica gelada, lembramos até das águas da Chapada dos Veadeiros. Ficamos desfrutando a cachoeira por um longo tempo, depois voltamos para o camping e curtimos o final de tarde.

PICO ALTO
Depois de mais uma noite fria, vendaval e com clima de camping perfeito para quem não acampava há algum tempo, decidimos conhecer o Pico Alto. Depois de uma subida em uma estrada onde andar devagar além de ser bom para curtir o visual é regra, chega-se ao alto onde percebemos no local que estávamos 1115m acima do nível do mar, sendo que o nível 0 esta a 100km dali.
O visual é incrível, de um lado enxergam-se formações rochosas típicas da região de Quixadá, do outro lado um sertão em um horizonte sem fim, de outro campo a linha do oceano, onde é possível também enxergar o amontoado de concreto de Fortaleza. Realmente subir no Pico Alto vale a pena. Dedique horas de contemplação!

MOSTEIRO DOS JESUÍTAS
Voltando para Fortaleza passamos pelo convento dos Jesuítas, uma construção que teve início em 1922. De suas janelas o visitante pode observar a Pedra Aguda, o Açude de Vazante, a Serra do Tamanco, e a cidade de Baturité. Realmente vale a pena, pois o local e seu silêncio mostram a paz que reina neste ambiente, e também é um prato cheio para quem gosta de fotografia. Se reservar um bom tempo para apreciação terá boas fotos!

VÍDEO