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 CAMINHO IMPERIAL: Etapa Cora
Atividade: Longa Caminhada
Data: 15 a 17/04
Relato: Flávio Martins
Local: Cidade de Goiás


Voltamos para a histórica, bela e rica Cidade de Goiás. Desta vez pegamos outro rumo e não subimos a majestosa Serra Dourada. Nosso caminho foi outro, um bem antigo, dos tempos das bandeiras, recheado de cultura, informações e muita história em seus longos quilômetros.

Nossa empreitada começou na sexta-feira santa onde nosso ponto de encontro foi lá na Praça do Coreto. Local estrategicamente marcado, enquanto esperávamos a galera ficamos amenizando o calorão e saboreando os diversos sabores de sorvetes e picolés lá da pracinha.
Grupo formado e partimos para almoçar lá no Mercado Municipal. Um tempinho para fazer a digestão, breve passeada e depois seguimos para a nossa base para montar acampamento. No meio da tarde partimos para nossa Caminhada Cultural que percorre os principais atrativos turísticos, históricos e arquitetônicos da cidade. A caminhada é boa, conta com subidas, ladeiras e serviu como um aquecimento para o outro dia.
A noite rolou uma bela procissão, mas tivemos que ir dormir cedinho, afinal no outro dia o caminho longo nos esperava.

CAMINHO IMPERIAL: Etapa Cora
Levanta ainda no escuro, café da manhã ligeiro, ultimo confere nos equipamentos e partiu trilha!!
Embarcamos no micro-ônibus pilotado pelo João, ‘motora’ gente boa que sempre sorridente foi o responsável no desembarque e resgate com o ‘buzão UH-1’.
Pegamos a saída da cidade e logo depois uma estrada de terra com uma paisagem típica do interior do goiás. Percorremos um bom trecho desta estrada e então o ‘buzão’ parou, a galera desceu, nosso parceiro e guia Rodrigo Santana fez aquele briefing de responsa, despedimos do João ‘o piloto’ e pé firme no caminho.

Desembarque/Cruz do Chico Mineiro
Galera animada, sol ainda fraquinho e seguimos até uma frondosa sombra onde encontramos nosso outro parceiro e guia, o Jhonatam. Partimos para a Cruz do Chico Mineiro, trilha bacana por onde passamos por uma matinha em meio a um grotão, depois descemos e após uns arbustos já foi possível ver a cruz. Chegando mais perto notamos então a presença de um violeiro e cantor, o Fernado Xandó, que assim que o grupo se juntou começou a cantar a música do Chico Mineiro. Bela música que conta uma história ocorrida na região, e neste ponto onde estávamos foi o local onde tombou morto Chico Mineiro. Música eternizada pela dupla Tonico e Tinoco e que habita a memória de muitos. Não foi à toa que muita gente se emocionou e deu aquela marejada nas vistas. Antes de partir Xandó ainda tocou aquela para dar um gás na longa caminhada: “Ando devagar porque já tive pressa...” e tocamos em frente!!

Cruz do Chico Mineiro/Ruínas de Ouro Fino
Depois da cantoria firmamos na trilha que logo adiante virou estradão. O ritmo de longa caminhada foi tomando jeito e lá na frente paramos em um museu montando na entrada de uma fazenda. Capricho, companheirismo e zelo de quem está aberto para receber aqueles que por ali passam em busca de cultura, história e aventuras. Depois de fotos voltamos a caminhada que durou um bom tempo até chegarmos nas ruinas de Ouro Fino. O lugar foi uma vila que tem muita história guardada/escondida e atualmente as ruínas estão protegidas e sendo recuperadas.

Ruínas de Ouro Fino/Santuário do Santo Fujão
Volta a andar e outro trecho bacana até o Santuário do Santo Fujão. O percurso aqui já ganhou algumas subidinhas e descidas, mas nada pesado. Adiante e depois de muita pernada entramos a esquerda em um pasto até o Santuário, neste trecho rolou aquela emoção que um típico rebanho de gado proporciona na galera. Depois da euforia bovina paramos na sombra majestosa que o Santuário possui. São gameleiras e outras espécies de arvores que enraizadas em rochas com formações bem diferentes do que vemos na região, faz jus ao ar de paz do Santuário, local onde fica preso a imagem do Santo Fujão. Segundo a história, este que leva o nome de santo fujão não é à toa, já foi carregado daqui para uma igreja, mas fugiu de lá e voltou para o Santuário, e isso mais de uma vez. Depois do rango, bom papo e sombra voltamos pra trilha.
Santuário do Santo Fujão/Digo Digo
Hora que a jiripoca piou, a fervura subiu, mas a galera andou bem no mais longo trecho do caminho. O visual agora era de belas fazendas, morros e morrotes, variedade de vegetação e flores que formam o cenário. O céu estava muito lindo e mesmo com o forte sol que desejava fritar a galera fomos estrategicamente parando em sombras e em uma delas rolou até uma seção ‘de pernas para o ar’. Depois desta última parada o objetivo foi o riacho do Digo Digo, local perfeito para uma pausa mais que merecida e para baixar a temperatura corporal.

Digo Digo/Resgate: UH-1
Galera chegou no Digo Digo meio que no ponto morto, foi só virar à direita, tombar o corpo no barranco, tirar a roupa suada e descer as pedras com cuidado para um bom banho de riacho.
A temperatura da água estava muito boa ficamos um bom tempo até lembrar que tinha um bom percurso ainda pela frente. Roupa de trilha, molha um lenço, coloca equipamento, reforça o protetor e pé na trilha até o resgate. Este último percurso o sol já estava de frente e lembrávamos que partimos cedo e o sol ainda era fraquinho. Percurso longo e ao longo vamos buscando distrações no que a natureza e o caminho oferece. A pisada foi boa e em um ritmo bom o querido e amado 'buzão' é avistado em uma curva após uma subidinha. Teve gente que gruitou, abraçou o ônibus, agradeceu ao ‘motora’ e ainda foram agraciados por uma ‘breja’ trincando de gelada. Teve gente que quase chorou...

Depois de toda a festa, a alegria, entramos no buzão e todos felizes pareciam que iam para uma cerimônia de premiação, mas foi quase isso. O almoço foi como um prêmio, tudo fresquinho, delicioso e produzido com maior amor pela Dona Sirlene e o Seu Altamiro, lá na comunidade do Ferreiro. Lógico que teve repetição de prato, gente deitada no chão depois do almoço e ai foi que bateu aquela boa e gigantesca moleza. Hora de dizer tchau para os ótimos anfitriões do Ferreiro, entrar no buzão e tocar de volta para a Cidade de Goiás. Um silêncio típico de ‘lezêra’ reinou no 'buzão'...

A noite de sábado, a expectativa era de curtir uma seresta pelas rua da cidade, mas a galera gastou as últimas barrinhas de energia na pizzaria onde rolou um super mega e empolgado parabéns para a Sibelle. Uhuuuu!

Domingão foi acordar a hora que quisesse, tomar café tranquilo, desmontar as tralhas, despedir da galera, do nosso amigo e parceiro Rodrigo e voltar para Brasília. Mas ainda tiveram as comprinhas no Mercado Municipal.

Cidade de Goiás é boa d+!!
Turismo autêntico, com culinária farta, preço justo e de qualidade. São pessoas que fazem o turismo de aventura ir seguindo um caminho árduo, longo, custoso e que geram frutos diferenciados de outros locais. É por isso que sempre voltamos Goiás!!

Obrigadão de coração as aventureiras e aventureiros: Ângelo, Anna, Cesar, Erika, Flávia, Isaac, João, Lu, Neuzi e Sibelle.

Agradecimento especial aos amigos e parceiros: Rodrigo, Jhonatam, Xandó, Fred, João ‘motora’ e a Dona Sirlene e Seu Altamiro lá do Ferreiro.
"Sigam firmes e fortes sempre fazendo este turismo de qualidade e que envolve muitas pessoas. Parabéns e sucesso sempre!!"

Até a próxima Goiás...
Abração e boas aventuras sempre!!



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