EXPLORATÓRIA MATA DO CERVO

Região: Barra do Dia [GO] | Relato: Flávio Martins - 04/02/19

Levantar uma trilha sempre impõem uma dose extra de responsabilidade, a tal da incerteza se torna mais constante e o medo por conta de vários fatores gera aquela boa adrenalina. Trilha antiga que boa parte foi desativa sempre esteve no imaginário de ligar os pontos limiares da fazenda, realizando então uma boa travessia. Nesta segunda etapa o plano foi atravessar a Mata do Cervo e também a Serra do Mirante. Certeza de alguns trechos já percorridos e muitos na época não ultrapassados por conta do mato fechado. Fomos preparados para uma boa dose de vara mato.

Partimos de BSB e as 7:14 iniciamos a trilha com um céu e tempo bons para uma caminhada longa. Adentramos então na Mata do Cervo e bifurcamos para subir a Serra do Cervo. A trilha estava bem aberta, os trilheiros de animais são inúmeros, o que pode dificultar aqueles que não conhecem a região. Tocamos então até a fenda da Porteira e iniciamos uma descida por um terreno de cascalho solto, o som da cachoeira sempre dá aquele animo e rapidamente o grupo já estava realizando um breve lanche com um café feito pelo nosso amigo André Poletto.

Fim da pausa e seguimos em frente, a partir de agora estaria no trecho que mais me preocupava. Se a primeira etapa foi tranquila com quase nada de vara mato, imaginava que o pior estaria pela frente. Subimos então o Mirante por um caminho bem diferente do convencional e que de certa forma acabou aliviando mais a subida. Do alto o visual vale a pena uma parada, o vale onde fica a fazenda é emoldurado pela Serra de Miguel Inácio. Seguimos e logo chegou uma seção de vara mato, o facão começou a trabalhar. A situação foi piorando à medida que subíamos a serra. Passamos por cercas e o mato foi fechando mais ainda. O vislumbre de um trilheiro de animal veio em boa hora, evitamos uma boa seção de vara mato pegando este caminho. Era um percurso cansativo por conta do sobe e desce em um terreno “barrancado”, como costumamos chamar. Voltamos mais uma vez para a zona de mata onde paramos em uma clareira com pedras e antigas arvores.
Pausa para mais um lanche e partimos para a etapa final. Neste momento o ataque de algumas vespas foi determinante na certeza de que por acaso não encontrássemos passagem, retroceder não seria uma opção.

Saímos então da mata fechada, e a pastagem parecia um tapete que dava boas vindas. A mão inchava e já começa a dar aquelas latejadas por conta das ferroadas, na mente só queria um mergulho nas águas geladas da Lydia.
No caminho perto de um cocho avistei um cervo, em voz baixa chamei todo mundo para dar aquela olhada. O cervo nos avistou, levantou as orelhas e antes que sacassem suas máquinas fotográficas, o cervo fez aquele som habitual que avisa que tem humanos na área e num piscar de olhos sumiu numa charmosa carreira.

Fechamos a trilha com um banho na cachoeira da Lydia. Revigorante banho gelado, aliviou bem as piscadas das vespas. O sol já estava bem forte e ficamos ali por um tempo, lanchando, entrando na cachoeira, fotografando e criando coragem para voltar para Brasília.

Obrigados aos corajosos amig@s nesta empreitada: Alex, André, Felipe e Paula.

Embarque nas próximas atividades, entre em contato e vamos nessa!!

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