JANELA, ABISMO E CORDOVIL

Região: Chapada dos Veadeiros, São Jorge [GO] | Relato: Flávio Martins - 03/03/2018

Segunda trip de 2018 e alguns aventureiros toparam fazer o Circuito Mirante, Janela e Abismo que é uma rota alternativa e mais pesada que a convencional. Trekking que valeu como treino para as Travessias e Caminhadas futuras colocou em teste o esqueleto, a mente, a resistência física e equipamentos.
No sábado dia 3/3 partimos cortando os morrotes e suas pirambeiras até o primeiro mirante que deslumbra o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e o Rio Preto formando aquele belo vale, mas neste ponto ainda não é possível ver as quedas. Pausa para fotos, mas nada demorado pois a frente temos em torno de uns 5 morros para subir e descer em meio as rochas e um calor abafado que estava colocando o pessoal para suar. Caminhada estilo “cabritagem” ou “escalaminhada” seguimos firmes até a parada da Casa da Onça onde fizemos uma rápida parada e seguimos para a bifurcação para subir até o topo. Aquelas instruções básicas e tocamos fortes na subida. Existem algumas escadas para facilitar e é bom dar uma atenção quanto a pedras soltas, tipo de trilha que não precisa ter pressa.
A subida é recompensada pelo visual e do topo existem vários pontos de observações, como o Mirante que é uma pedra grande onde dá para ficar uma galera sentada, o alto das pedras que fica com uma visão ainda mais alta e a famosa Janela. Uma chuva entrou pelo lado de baixo do Rio Preto e veio subindo enquanto outra rodeou o grupo pelas costas e fomos agraciados por aquele refrescante banho.
Depois de um bom tempo descemos o topo e partimos em bom ritmo para a Cachoeira do Abismo que antes tem uma subidinha muito boa que lhe deixa de cara na cachoeira. Lembrando que a Cachoeira do Abismo só rola na época das águas. Aquele banho merecido, um bom tempo para curtir, fotografar, e ficar aproveitando aquela água que estava em uma temperatura muito boa. Antes que a preguiça batesse arrumamos as tralhas e subimos até a Casinha da Entrada Aquele copo de água da mina, café e um “dedim” de prosa com o Seu Graciliano. Depois foi só subir até a Mandala, agradecer por tudo ter dado certo e correr para o “almojanta” em um restaurante.
A noite é liberada, cada um faz o que quer, mas o cansaço não permite muitos abusos e logo cedo um pedaço já tinha ido colocar o esqueleto para descansar... boa noite!

CORDOVIL
Outro dia o café foi sem presa, com tempo mais folgado o grupo arrumou a bagagem e na volta passamos na bela Cachoeira do Cordovil. Lugar que antes para chegar era precisa dar uma volta grande e subir um paredão de pedras. Agora entrando pela Fazenda Volta da Serra que é muito bem cuidada pelo Sr. Lauro e dona Margarida o caminho está muito mais tranquilo. As trilhas são bem definidas e um lindo passando por uma região muito bem preservada. Logo chegamos a Cachoeira do Cordovil, e nesta época estava com uma força de água muito boa, o poço bem cheio e quase ninguém na cachoeira.
Grupo na água, nada pra lá, pra cá, mergulha, lancha, esquenta no sol, gela na água, nada mais, sai de novo e fica nessa até a hora de ir embora. Na volta uma breve passada no Poço das Esmeraldas e depois seguimos de um pulo fomos embora.
Final de semana com um trekking de nível bom por conta das subidas do primeiro dia e visual espetacular tanto no sábado quanto no domingo, época certa por conta das águas e grupo unido, animado e caminhando em bom ritmo.
Obrigado aos participantes: Leonardo e Paula, Walflan e Juliana, Cabral e Meiry, Marise, Vanda, S1 e S2.



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